Mar 01 2012 Irma Ines Arango

Do livro: “Arriesgar la vida por el evangelio” de Rufino María Grandez OFMCap

No dia 21 de Julho de 1987, caíam na selva amazônica equatoriana traspassados pelas lanças dos índios Tagaeri dois esforçados missionários; Dom Alejandro Labaka, bispo do Vicariato apostólico de Aguarico, e a irmã Inês Arango, da mesma missão, Terciária Capuchinha da Sagrada Família, ele espanhol, capuchinho e ela colombiana.

Irmã Inês, junto com Dom Alejandro morreram como heróis, testemunhando com suas vidas a opção por Jesus Cristo na defesa dos mais humildes, sem prêmios, sem condecorações, o grande segredo de nossos dois irmãos, é a desabrocadura da história de uma fidelidade a um carisma que receberam desde sua infância, o carisma missionário.

A graça deste martírio é o prêmio que o Senhor lhes concede por sua coerência de vida, por sua fidelidade à ação de Deus neles.

O martírio de Inês, escrevia nossa Superiora geral, leva-nos a um questionamento profundo... Quais são realmente as claves sobre as quais edificamos nossa vida? Quais os conceitos que manejamos em razão de nossa “realização pessoal”?

Alejandro e Inês se sentiam “voz dos sem voz” defensores das minorias étnicas que se sentem avassalados e privados de suas terras pela exploração do petróleo e oavanço do colonialismo.. Ambos missionários buscavam o equilíbrio entre a defesa dos indígenas e o progresso do país...optaram pelos mais fracos: não foram assassinados pelo ódio, mas em defesa própria daqueles que acreditaram que foram para atacá-los.

Irmã Inês consciente do perigo que com esta postura corria, nenhuma privação nem sacrifício lhe parecia importante porque os amava intensamente; expressava-se assim uns dias antes de morrer “serei feliz se morre por eles”...

No quarto de Inês encontrou-se um bilhete escrito de próprio punho e letra, Era sua última palavra, seu testamento, e dizia assim.... em caso de morte: O dinheiro que fica que empreguem para os pobres. Se morro, vou feliz e Oxalá ninguém saiba nada de mim, não busco nome... nem fama. Deus o sabe.

Sempre com todos. Inês

Esta é a linguajem do amor que todos entendam!